Olá sou o Doutor José Altino, médico oncologista do CORP, Centro de Oncologia de Rio Preto.

Hoje falaremos sobre câncer de próstata. O câncer de próstata deve ser lembrado todos os meses, mas em especial no mês do Novembro Azul, que é o mês de prevenção para o diagnóstico precoce do câncer de próstata, que ainda é uma doença de alta incidência na população mundial bem como na população brasileira.

Estima-se, segundo dados do INCA – Instituto Nacional do Câncer, que teremos para o ano de 2018 aproximadamente 59 mil casos novos de câncer de próstata.

Quais são os principais fatores de risco para o câncer de próstata?

Entre eles o principal é a idade, pois a maior incidência do câncer de próstata ocorre a partir dos 50 anos em diante, com uma prevalência um pouco maior a partir dos 60, 70 anos. É muito raro o acontecimento do câncer de próstata em pessoas mais jovens do que isso, do que essa faixa etária, lembrando que quando ocorre câncer de próstata em pessoas mais jovens, existe uma predisposição familiar ou genética.

Então recapitulando esse tópico: o principal fator de risco é a idade, que está entre 50 e 70 anos, e em pessoas mais jovens só se houver uma história genética familiar importante. Além disto, a gordura animal é um fator de risco importante para o câncer de próstata.

Quais são os sintomas do câncer de próstata?

No homem, ocorre o inchaço da próstata, ou seja, a hiperplasia benigna da próstata. Essa hiperplasia benigna da próstata se desenvolve ao longo dos anos e pode dificultar o jato urinário. Os sintomas são conhecidos como prostatismo e incluem: aumento do número de micções noturnas, dificuldade para iniciar o jato urinário, dificuldade para urinar (com dor) por vezes sangramento na urina e às vezes o paciente acaba tendo dor óssea. Isso acontece quando a próstata já está acometida por uma doença como câncer e já tem ramificação para os ossos, condição conhecida cientificamente como metástase.

Aqui nós podemos ver que uma próstata de tamanho normal permite a passagem da urina pela uretra livremente e aqui uma próstata aumentada da hiperplasia benigna da próstata, que é um processo evolutivo natural em todos os homens.

Então devemos ter uma atenção especial que a hiperplasia benigna da próstata não é um câncer de próstata, e sim um processo evolutivo natural de todos os homens.

Mas o que diferencia a hiperplasia benigna da próstata e o câncer de próstata?

É o nível do PSA e sua correlação com o tamanho, idade e a dosagem sequencialmente realizada anualmente. Por isso que o acompanhamento com o urologista anualmente é fundamental, pois só através do acompanhamento rotineiro com o urologista e com um toque e dosagem do PSA, que é o antígeno específico da próstata, poderá ser feito o diagnóstico diferencial entre hiperplasia benigna da próstata e câncer de próstata.

Por que devemos ter uma atenção especial para o diagnóstico precoce?

Pois sendo feito o diagnóstico precoce, existe uma alta possibilidade de cura, um tratamento com menor morbidade, com menor agressividade, algumas vezes cirurgia, algumas vezes apenas radioterapia.

Infelizmente, quando o câncer de próstata é diagnosticado numa fase avançada, é necessária a hormonioterapia, que causa uma castração química e o homem fica com baixos níveis hormonais, pois a testosterona é o principal estimulante para o tumor de próstata.

Então novamente: quanto mais precoce é feito o diagnóstico, mais simples o tratamento e maior taxa de curabilidade. E uma vez que é feito o diagnóstico tardiamente, esses pacientes acabam tendo que ter uma abordagem cirúrgica radioterápica e oncológica para uma doença que poderia ser potencialmente curável.

Então lembre-se que o Novembro Azul é um mês de alerta para o diagnóstico precoce do câncer de próstata. É importante consultar um urologista que é o especialista mais preparado para o seu acompanhamento e diagnóstico.