Homens que passam por um tratamento oncológico não precisam abandonar o desejo de serem pais. Quem nos diz isso é o Dr. Newton Busso, especialista em fertilização e sumidade no assunto. Esclareça aqui as principais dúvidas que giram em torno desta questão.

O que é um médico fertileuta?

A palavra fertileuta não existe, mas significa o médico “especialista” em infertilidade conjugal.

Porque se preocupar com a preservação da fertilidade antes de iniciar um tratamento oncológico?

O diagnóstico de vários tipos de câncer se faz cada vez mais precocemente e os tratamentos são cada vez mais eficazes, fazendo com que a chance de cura seja mais alta. Nestas condições, temos grande número de adultos que sobrevivem a um câncer e, como por consequência, têm uma vida normal. O problema é que muitos tratamentos levam a infertilidade por cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Portanto, nestas pessoas nas quais há chance de cura e são jovens devemos alertá-las sobre o risco e as alternativas de tentar preservar sua fertilidade.

Todo paciente diagnosticado com câncer pode preservar sua fertilidade?

Isso depende de alguns fatores: do tipo de câncer, da idade da pessoa, do estadiamento da doença e, consequentemente, da sobrevida deste paciente.

Com quem discutir a possibilidade de recorrer a técnicas de preservação da fertilidade?

O adequado é discutir a fertilidade com um especialista na área (o fertileuta), seja ele ginecologista ou urologista.

Quais são as opções disponíveis para o homem?

O homem tem a preservação mais simplificada, pois pode colher sêmen por masturbação sem nenhum preparo prévio.

Em geral, quais são as chances de ter um filho usando as técnicas de fertilização em laboratório?

Esta pergunta é de difícil resposta, pois depende de grande número de fatores, como a qualidade do sêmen e doenças associadas.

Fonte: Oncoguia, 25/08/2016