A queda de cabelos é um dos efeitos colaterais da quimioterapia que mais assusta os pacientes que fazem tratamento contra o câncer. Isso porque os fios estão diretamente ligados a autoestima, principalmente das mulheres.

Mas graças aos avanços da medicina, este problema pode ser minimizado, em alguns casos, com o uso de uma touca térmica, tratamento ainda pouco conhecido no Brasil, mas que já é usado em 64 países. O sistema, criado no Reino Unido pela empresa Paxman, pioneira no mundo, é o único no Brasil com aprovação da FDA (agência que regula os medicamentos nos Estados Unidos) e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), proporcionando segurança ao paciente e eficácia do tratamento de maneira cientificamente comprovada.

Funciona da seguinte forma: A touca inglesa é colocada cerca de 30 minutos antes e não pode ser retirada até uma hora e meia depois da infusão das drogas. O sistema especial resfria o couro cabeludo do paciente a uma temperatura entre 18ºC e 22ºC, o que permite a menor absorção dos fármacos nessa região.

Para fazer o efeito necessário, o paciente deve permanecer com a touca durante a sessão de quimioterapia e ficar com ela entre 30 minutos a uma hora e meia após o procedimento.

Isso faz com que ocorra uma vasoconstrição dos vasos sanguíneos ligados aos folículos capilares diminuindo a concentração do quimioterápico nessa região, o que não prejudica o tratamento dessa área, ou seja, pacientes com lesões na cabeça também podem usar o dispositivo.

Um estudo feito com 142 mulheres com câncer de mama revelou bons resultados:  elas foram divididas em dois grupos: um usou a touca durante o tratamento e o outro não.

No grupo em que as mulheres usaram a touca, 50% delas tiveram pouca ou nenhuma queda de cabelos, enquanto que no grupo que não usou o dispositivo, todas perderam os fios.

Estes resultados podem variar muito de acordo com o tipo de quimioterapia e das condições clínicas do paciente, mas está sendo muito bem aceito e até recomendado pela comunidade médica. Isso porque ele ajuda na aderência do tratamento pois reduz este efeito colateral indesejado.

Mas atenção! Apenas hospitais ou clínicas especializadas com profissionais capacitados podem oferecer este tratamento. Isso porque ele é contraindicado para pacientes com leucemia, linfoma, alergia no couro cabeludo entre outros casos.

Outra orientação que os pacientes recebem é que, ao chegar em casa, evitem puxar ou prender o cabelo para ajudar a preservar os fios.

Consulte o seu médico oncologista – Esse é um informativo do Corp – Centro de Oncologia Rio Preto.