A alimentação e a nutrição inadequadas são consideradas responsáveis por até 20% dos casos de câncer nos países em desenvolvimento, como o Brasil, e por aproximadamente 35% das mortes pela doença.

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer) alguns alimentos possuem um potencial em para o desenvolvimento do câncer.

Adoçantes artificiais

Os adoçantes, mais utilizados são: estévia, sorbitol, aspartame, ciclamato, sucralose e sacarina. Também conhecidos como edulcorantes, hoje são bastante utilizados pelas pessoas e em produtos industrializados. Quando em excesso podem causar dor de cabeça, mal-estar, alterações de humor e diarréia. Alguns estudos experimentais sugerem a associação de alguns adoçantes (aspartame, ciclamato de sódio e sacarina sódica) com o desenvolvimento câncer.

Agrotóxicos

Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos. Regiões com alto uso de agrotóxicos apresentam incidência de câncer bem acima da média nacional e mundial. Além de causar danos à saúde de quem consome e dos trabalhadores rurais, o uso de agrotóxicos contamina o ambiente. Sempre que possível, dê preferência ao alimento orgânico.

Alimentos e bebidas com alto teor calórico

Alimentos do tipo fast food (hambúrguer, pizza, cachorro-quente, pratos prontos congelados, salgadinhos e biscoitos) e de bebidas industrializadas com alto teor de açúcar (refrigerantes, suco em pó, chás prontos e adoçados, sucos industrializados), podem contribuir ao excesso de peso que por sua vez aumenta as chances de desenvolver câncer.

Carnes vermelhas

É costume da família brasileira o consumo de carnes vermelhas nas principais refeições. Porém, em excesso, podem facilitar o desenvolvimento de câncer no intestino (cólon e reto). Por isso, o seu consumo deve ser limitado, rodizie com carnes brancas (frango ou peixe) ou ovos.

Carnes processadas

Carnes processadas como presunto, salsicha, linguiça, bacon, salame, mortadela, peito de peru e blanquet de peru, assim como qualquer tipo de carne que tenha sido transformada por salga, cura, fermentação, defumação, entre outros processos aumentam risco de desenvolver câncer. As substâncias presentes na fumaça do processo de defumação e os conservantes (como os nitritos e nitratos) podem provocar o surgimento de cânceres de estômago e intestino (cólon e reto).

Excesso de sal

O sal é essencial na dieta em pequenas quantidades, porém, em excesso pode causar câncer no estômago e intestino. Alimentos como azeitonas, legumes enlatados, peixes, carne bovina, bem como alimentos ultraprocessados, possuem alta concentração de sódio. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que sejam consumidos no máximo cinco gramas de sal por dia. Considerando que cerca de 2g estejam presentes naturalmente nos alimentos, recomenda-se que apenas 3g (duas colheres de chá rasas) sejam acrescentados no preparo das refeições em um dia.

Modo de preparo da carne

Fritar ou grelhar, assim como a fumaça do churrasco, formam compostos químicos (como as aminas heterocíclicas, hidrocarbonetos policlícos aromáticos e o alcatrão) que aderem a superficie da carne e podem aumentar as chances de desenvolver câncer, se consumidos com freqüência. Dê preferência a cozidos, assados, ensopados

Natália Yano Kodama, Nutricionista – CRN3 26429